segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

CULTIVO UNA ROSA BLANCA

Cultivo una rosa blanca
en junio como enero
para el amigo sincero
que me da su mano franca.


foto retirada do roseiral da casa da minha mãe no dia 12/02/2012

Y para el cruel que me arranca
el corazón con que vico,
cardo ni ortiga cultivo;
cultivo la ros blanca.

texto retirado da web no dia 13/02/2012; na seguinte pagina: http://www.rjgeib.com/thoughts/rosa/rosa.html.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

AULA DE PORTUGUÊS

 
foto tirada dos meus livros didáticos no dia 11/02/2012

A linguagem 
na ponta da língua,
tão fácil de falar
e de enteder .

A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabes lá o que ela quer dizer?

Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
e vai desmatando
o amazonas de minha ignorância.
Figuras de gramática, esquipáticas
atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.

Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a prima.
 
              
foto tirada de uma flor na casa da minha mãe no dia 05/02/2012
 O português são dois; o outro, mistério.

Carlos Drummond de Andrade; retirado no dia 9/02/2012 as 9:00 horas, do livros coleção novas palavras, nova edição língua portuguesa; Emília Amaral; Mauro Ferreira; Ricardo Leite; Severino Antônio


 
                                                                                   

quarta-feira, 25 de maio de 2011

CANÇÃO DO EXÍLIO

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
 
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
 
 

Em  cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
 
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho, à noite–
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
 
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
 
Gonçalves Dias


texto retirado da web no dia 25 de maio de 2011, na seguinte pagina:
http://www.horizonte.unam.mx/brasil/gdias.html